O medo mais comum do dono de assistência técnica é treinar alguém e essa pessoa sair depois. Enquanto esse medo comanda a decisão, você retém talento pela metade e não forma ninguém de verdade. Se um processo está preso na cabeça de uma única pessoa, isso é uma fraqueza grave na organização, não um ponto forte. A conta real: cinco meses ao lado de alguém preparado valem mais que cinco anos ao lado de alguém acomodado. Na contratação, converse mais do que entreviste — pergunte de onde a pessoa vem, no que acredita, por que saiu dos empregos anteriores. E treine seu gerente com a meta declarada de virar dono do próprio negócio um dia, inclusive concorrendo com você: quem aprende assim forma o próximo, e o nível da operação nunca cai.
O MEDO DE PERDER O COLABORADOR QUE VOCÊ TREINOU
Todo dono de assistência técnica já ouviu que precisa treinar a equipe. Muitos entendem isso como ensinar o técnico a mexer no circuito certo e a parafusar direito — o treinamento operacional. Ele não é suficiente sozinho.
Existe um raciocínio comum e equivocado: se eu treinar essa pessoa, ela vai ficar tão boa que vai sair da minha empresa. Enquanto esse medo comanda as decisões, o dono retém talento pela metade e não forma ninguém de verdade.
QUANDO O PROCESSO MORA NA CABEÇA DE UMA PESSOA SÓ
Se o seu processo está preso na mão de uma única pessoa, e ela é a única que entende como tudo funciona, você tem uma fraqueza grave na organização. Nenhuma empresa pode viver refém de um colaborador.
O papel do dono muda nesse momento: você precisa aprender sobre negócio e sobre empresa. Deixa de ser prioridade dominar qual é a melhor peça ou ferramenta, mesmo que a sua equipe tenha só três pessoas.
A CONTA REAL: 5 MESES PREPARADO VALEM MAIS QUE 5 ANOS ACOMODADO
Prefira meses ao lado de gente treinada e engajada a anos ao lado de quem não procura aprender. O empresário que tem medo de perder um colaborador não está preparado para ser empresário de verdade — porque a alternativa a formar gente é ficar sozinho no comando de tudo.
CONTRATAR É CONVERSA, NÃO ENTREVISTA
Nem sempre a melhor escolha é quem sabe mais tecnicamente. O que vale observar são os princípios da pessoa: de onde vem, como é a família, por que saiu dos empregos anteriores, no que acredita, o que faz no fim de semana.
Use perguntas de bate-papo na próxima contratação: de onde você vem e como é a sua família? Em que empresas já trabalhou e por que saiu? Que problema enfrentou e quanto ganhava? No que você acredita? Você está disposto a aprender? Se a empresa precisar, o que está disposto a fazer?
Às vezes a pessoa não sabe nada tecnicamente e vem do interior. Ainda assim, é possível formá-la. Com a cultura escrita, você apresenta e pergunta se aquilo faz sentido para o candidato. Se não fizer, é melhor não seguir.
TREINE SEU GERENTE PARA SER DONO DE NEGÓCIO (MESMO QUE ELE SAIA DEPOIS)
O candidato precisa acreditar em você e no seu projeto. Apresente a situação com honestidade: a empresa ainda não está engessada, ainda há espaço para construir e conquistar posição. Em troca, deixe claro o que será necessário fazer para chegar lá. Decepção faz parte do caminho: esteja preparado e siga.
O segredo é treinar as pessoas para serem donas de negócio. Diga ao seu gerente com todas as letras: estou treinando você para montar o seu próprio negócio, inclusive concorrendo comigo.
Alguns saem, outros permanecem por anos. Não é problema: o que a pessoa aprendeu, as ferramentas e os processos permanecem na empresa. Ela ficou tão boa que vai treinar quem chega depois. Assim o nível da operação nunca desce.
Sua operação ainda depende de uma única pessoa?
A TX Mídia ajuda donos de assistência técnica a estruturar contratação, formação e cultura para crescer sem virar refém de ninguém.